Só repostando os que ainda gosto mais ou menos, da minha fase jovem-iniciante-lírico-frasal, seja lá o que for. Quero mesmo um dia ser poeta, por enquanto esses exerciciozinhos até que não me desagradam tanto, e não dá para parar porque é aquilo lá mesmo:
Decifro-me ou devoro-me.
24/10/2011
Uns rabisquinhos de porta de banheiro, pra descontrair
A Marília do Dirceu (uma obs-cena árcade)
Toca-me a flauta,
toco-te a lira.
No campo de ovelhas,
a gente delira.
não limpe
porra
deixe que escorra
Toca-me a flauta,
toco-te a lira.
No campo de ovelhas,
a gente delira.
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não limpe
porra
deixe que escorra
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Lamber-me
meu veneno alucinogina
serpente saarina
05/10/2011
Eu, esfinge de mim
Insisto em enigmas vitais,
duvido dos oráculos, de tudo
e a cada resposta uma queda abismal,
até ficar cego de bengala.
Autoretrato-me, autobiografo-me,
à dedo e merda na parede da solitária, se assim for,
pra não roer as unhas até comer os dedos.
É assim:
decifro-me ou devoro-me.
duvido dos oráculos, de tudo
e a cada resposta uma queda abismal,
até ficar cego de bengala.
Autoretrato-me, autobiografo-me,
à dedo e merda na parede da solitária, se assim for,
pra não roer as unhas até comer os dedos.
É assim:
decifro-me ou devoro-me.
02/07/2011
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